Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Eu peço cantando: Clareia Santa Clara!




-Hora de Santa Clara!
Santa Clara Clareou
Oh! Oh!
E aqui quando chegar
Vai clarear
Ah! Ah! Ah!
Santa Clara Clareou
Oh! Oh!
E aqui quando chegar
Vai clarear
Ah! Ah! Ah!
Os meus caminhos
Os meus caminhos...
Salve Santa Clara!


De manhã bem cedinho
Com despertar alegre
Do canto dos passarinhos
Bonito como Deus gosta...
O sol nasceu
Para a vida e o amor
Enxugando sereno
Com seus raios solares
Cheio de esplendor
Com toda a beleza celestial
Em homenagem a Santa Clara
Santa Clara!...

Santa Clara Clareou
Oh! Oh!
E aqui quando chegar
Vai clarear
Ah! Ah! Ah!
Santa Clara Clareou
Oh! Oh!
E aqui quando chegar
Vai clarear
Ah! Ah! Ah!
Os meus caminhos
Os meus caminhos...
Salve Santa Clara!


De manhã bem cedinho
Com despertar alegre
Do canto dos passarinhos
Bonito como Deus gosta...
O sol nasceu
Para a vida e o amor
Enxugando sereno
Com seus raios solares
Cheio de esplendor
Com toda a beleza celestial
Em homenagem a Santa Clara
Santa Clara!...

Santa Clara Clareou
Oh! Oh!
E aqui quando chegar
Vai clarear


Salve Santa Clara!

(Jorge Benjor)

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

cupid and psiche






Quarta-feira, Setembro 09, 2009

Síntese da Filosofia de Mokiti Okada

"Ao longo de três mil anos, a humanidade veio se afastando cada vez mais da Lei da Natureza, que é a Lei do Universo, a Vontade de Deus, a Verdade.
Movido pelo materialismo, que o faz acreditar somente naquilo que vê, e pelo egoísmo, que o leva a agir de acordo com a sua própria conveniência, o homem tornou-se prisioneiro de uma ambição desmedida e inconsequente e vem destruindo o equílíbrio do planeta, criando para si e seu semelhante, desarmonia e infelicidade. As graves consequências do desrespeito às Leis Naturais podem ser verificadas na agricultura, na medicina, na saúde, na educação, na arte, no meio ambiente, na política, na economia, e em todos os demais campos da atividade humana. Essa situação já chegou ao seu limite. Se continuar agindo assim, é certo que o homem acabará destruindo o planeta e a si mesmo.
O propósito da Filosofia de Mokiti Okada é despertar a humanidade, alertando-a para essa triste realidade. Ela cultiva o espiritualismo e o altruísmo, faz o homem crer no invisível e ensina que existem espírito e sentimento não só no ser humano, mas também nos animais, nos vegetais e nos demais seres.
O Johrei, a Agricultura Natural e o Belo são práticas básicas dessa filosofia, capazes de transformar as pessoas materialistas em espiritualistas e as egoístas em altruístas, restituindo ao planeta seu equilíbrio original.
Seu objetivo é reconduzir a humanidade a uma vida concorde com a Lei da Natureza e construir uma nova civilização, alicerçada na verdadeira saúde, na prosperidade e na paz."

Ensinamento de Meishu-Sama



"Se a pessoa praticar um grande número de boas ações e despertar em muita gente gratidão e alegria, estes sentimentos serão devolvidos em forma de luz e ela, então, tornar-se-á cada vez mais virtuosa."

Filosofia de Mokiti Okada - Gotas de Luz, Vol. I

Quinta-feira, Março 23, 2006

Tribo


Há uma tribo que sonha
e nunca esqueceu as asas.
E acredita em coisas simples,
sol, pão, chuva, beijo, lua.
E mesmo quando o sangue
tinge as tardes e os rios,
e as palavras se transformam
em veneno, pedras e facas,
alimenta as sementes da esperança
com lágrimas e pequenos gestos limpos
para que virem árvore.

(Roseana Murray)

Tempo Rei


Não me iludo
Tudo permanecerá do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando todos os sentidos
Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva e pelo eterno vento
Água mole
Pedra dura
Tanto bate que não restará nem pensamento

Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei

Pensamento
Mesmo o fundamento singular do ser humano
De um momento
Para o outro
Poderá não mais fundar nem gregos nem baianos
Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas de repente ficam sujas
Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo pode estar por um segundo

Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei

Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei

(Gilberto Gil)

Cidadezinha cheia de graça...


Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um só segundo...
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...

Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida poder morar!
Cidadezinha... Tão pequenina

Que toda cabe num só olhar...

(Mario Quintana)

Quarta-feira, Março 22, 2006

Responsabilidade universal


A humanidade é uma só e este pequeno planeta é nossa única casa.
Se temos de proteger esta casa, cada um de nós precisa experienciar um sentimento vivo de altruísmo universal.

Nosso planeta foi abençoado com vastos tesouros naturais.
Se os usarmos adequadamente, todo ser humano poderá usufruir de uma vida rica e de bem-estar.

Hoje, enfrentamos muitos problemas.
Alguns criados por nós em conseqüência de diferenças ideológicas, religiosas, raciais, econômicas.
Entretanto, chegou o momento de pensarmos em um nível mais profundo, em nível humano, e a partir daí apreciar e respeitar essa mesma condição nos outros seres humanos.

Devemos construir relacionamentos mais próximos, de confiança mútua, compreensão e ajuda.

Todos queremos a felicidade e evitar o sofrimento.
Todos temos o mesmo direito de ser felizes, e aí reside a nossa igualdade fundamental.

Não é necessário seguir filosofias complicadas.
Nosso próprio cérebro, nosso próprio coração é o nosso templo. A filosofia é a bondade.

Quando os seres humanos se desentendem, mostram que esqueceram suas semelhanças fundamentais para supervalorizar razões secundárias.
Por razões secundárias um homem destrói outro homem e destrói o planeta que o abriga.

Cultivar-se internamente é que garantirá nosso direito à felicidade e até à sobrevivência.

Porque, por mais mortíferas que sejam as armas produzidas pelo medo e pelo ódio,
é necessária a mão de um homem para detonar o gatilho.
(Dalai Lama)

Exausto


Eu quero uma licença de dormir,

perdão pra descansar horas a fio,

sem ao menos sonhar

a leve palha de um pequeno sonho.

Quero o que antes da vida

foi o sono profundo das espécies,

a graça de um estado.

Semente.

Muito mais que raízes.

(Adélia Prado)

Reinvenção



A vida só é possível
reinventada.
Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
que vêm de fundas piscinas
de ilusionismo... – mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida, a vida
só é possível reinventada.
Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
Cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.
Não te encontro, não te alcanço...
Só – no tempo equilibrada,
Desprendo-me do balanço
Que além do tempo me leva.
Só – na treva, fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida
a vida só é possível
reinventada.

(Cecília Meireles)

Quinta-feira, Março 16, 2006

Oração a Gaya


Amada Mãe Natureza,
Amada Consciência da Natureza,
Amada Mãe Água,
Amada Consciência da Flora e da Fauna.
Amada sois.
Terras e Matas, colinas e campos.
Luz e luar.
Bendita és tu Mãe Natureza que a todos provém.
Bendita és tu, que a todos acolhe.
Em suas águas se encontra a cura.
Em suas matas se encontra a cura.
Em todo seu, a cura está.
Amada sois.
A Natureza, como um ventre materno, provém à vida aos que aqui vieram habitar.
A Natureza, como um velho sábio, ensina a vida aos que aqui vieram aprender.
A Natureza, como um novo livro, ensina ao homem a ser sábio.
A Natureza, como fonte divina, ensina aos seus como ser parte do todo.
Amada sois.
As nuvens e os rios, mostram a força das águas e dos ventos.
As nuvens e os rios, mostram quem sempre vai. Como a vida segue.
As nuvens e os rios, falam do amor que corre, como sangue nas veias das matas.
As nuvens e os rios, trazem o amor até os corações, como o oceano e o barco.
Amada sois.
Que o milagre da Mãe Natureza, seja o milagre de vossas vidas.
Que o milagre da Mãe Natureza, seja a cura de vossas vidas.
Que o respeito à Mãe Natureza, seja o respeito por vossas vidas.
Que a renovação da Mãe Natureza, seja a renovação de vossas vidas.
Amada sois.
Que a Consciência Divina das Matas, encontre ressonância em vós.
Que a Consciência Divina das Águas encontre concordância em vós.
Que a Consciência Divina das Terras, encontre abundância em vós.
Que a Consciência Divina dos Ventos, encontre elegância em vós.
Amada sois.
Amada és.
Amados vós.
Amados somos.
Que a alegria e o amor vivam em vosso coração, como a semente que germina em tenro lugar.

Poema em linha reta

Obra de Miró

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar dos olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedindo emprestado sem pagar,
Eu, que quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez só foi vil?

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos, nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores, sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


(Álvaro de Campos)

Paciência


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber
A vida é tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
Será que é tempo que me falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber
A vida é tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára.

(Lenine/Dudu Falcão)

Quarta-feira, Março 15, 2006

Soltar


Soltar não é subtrair-me, mas perceber que eu não posso controlar os outros.

Soltar não é tentar mudar os outros, mas dar o máximo de mim.

Soltar não é corrigir, mas dar suporte.

Soltar não é negar, mas aceitar.

Soltar não é ajustar tudo de acordo com os meus desejos, mas aceitar cada dia como venha.

Soltar não é parar de cuidar.

Soltar é amedrontar-se menos e amar mais.


(Brahma Kumaris)

Só o vento

Obra de Claude Monet

O vento bate em minha face,
Ele mexe comigo, congela
Balança os meus cabelos,
Venta forte lá fora agora.
O vento me levanta a saia,
Todos se viram a me olhar
O vento não quer parar,
Sopra vento me gela a alma.
O meu corpo sente, se recente,
O vento não quer parar,
Cai um chuvisco agora,
Troveja forte lá fora,
Sinto falta do meu amor,
Que dor eu choro...
O vento a ventar, a dor
Que não quer calar.
O vento forte a ventar
A dor a aumentar,
Sinto tua falta agora
E este vento não quer parar.
(Iris Padovan)

Escuridão


Apagaram-se as luzes do salão.
Entretive-me procurando uma caixa de fósforos e uma vela,
no escuro absoluto.
Foi então que,
deparei - me com uma janela
de onde se avistava a lua e lá fiquei a admirá-la,
mesmo minguante, como estava.
Esqueci-me do que buscava,
isso já não importava.
Percebi que, a escuridão fica mais clara,
quando a enfrentamos cara a cara,
sem medo, sem susto, sem expectativas.

(Véra Lúcia de Campos Maggioni)
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